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O 13 DE MAIO, 132 ANOS DEPOIS...

  • Publicado: Sexta, 15 de Maio de 2020, 09h49
  • Última atualização em Sexta, 29 de Maio de 2020, 08h48
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   A Lei Áurea, promulgada em 13 de maio de 1888, promoveu, naquele contexto, a abolição da escravatura no Brasil. Trata-se de um marco garantidor da liberdade dos negros africanos escravizados, mas que não afiançou a dignidade da pessoa humana, brutalmente arrancada nos porões dos navios negreiros e nas senzalas das Casas Grandes.

   Os estudos sobre o Day After apontam para as misérias a que a população negra foi submetida com a Abolição da Escravatura: falta de moradia, de emprego e renda que afiançassem a sobrevivência e inexistência de políticas públicas garantidoras de suas vidas. Não queremos, aqui afirmar, nem suscitar, em hipótese alguma, reflexões que asseverem que abolição não era necessária. No entanto, cabe ponderar, tomando de empréstimo a metáfora engendrada por Carolina Maria de Jesus, que a abolição, da forma como se deu, fez dos morros e favelas, o que antes eram os Navios Negreiros e as Senzalas, mais um “Quarto de Despejo”.

   O ideário eugenista, calcado em teorias do embranquecimento, empurraram os negros para as áreas periféricas, como um movimento de higienização, sem acesso à educação, trabalho, moradia e infraestrutura. Não é à toa que a palavra que mais revela a existência da população preta é RESISTÊNCIA. Resistir para poder (Re) existir. Lutar contra o racismo, contra o preconceito, contra a opressão, contra a falta de oportunidades, contra as vozes que se erguem em desfavor da Lei de Cotas, alegando que somos todos iguais, quando sabemos que partimos de realidades diversas, lutar, principalmente, contra um sistema que aniquila milhares de corpos negros diariamente.

   A luta pela garantia dos direitos fundamentais das populações afro-brasileiras é sinônimo de luta pela educação. Não se pode construir uma sociedade mais justa e mais igualitária, sem empenhar o sangue, a voz e o trabalho na construção de uma educação pública, libertária, de qualidade e socialmente referenciada. Por isso, o NEABI do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará – IFPA/ Campus Marabá Industrial reafirma, nesse 13 de maio de 2020, o compromisso de estar atento às demandas da população negra e, especificamente, do nosso corpo discente formado, majoritariamente, por alunos e alunas negros e negras advindos e advindas de famílias das classes trabalhadoras.

   132 anos depois, ainda temos pouco a comemorar, e muito pelo que Lutar. Nos encontraremos, pois, na Luta, porque de lá, nunca saímos.

Autoria: Profº José Rosa Dos Santos Jr.

Mª da Conceição S. Rodrigues
Coordenação NEABI

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