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Alunos do IFPA Campus Marabá Industrial constroem Braço Robótico e ficam entre os finalistas de Feira Nacional

  • Publicado: Terça, 07 de Julho de 2020, 09h45
  • Última atualização em Sexta, 10 de Julho de 2020, 10h02
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   Com o desenvolvimento do projeto “Braço Robótico controlado por placa Arduíno” os estudantes Sofia Araújo e Marcus Russ, do curso de Eletromecânica do Campus Marabá Industrial, ficaram ente os 300 finalistas da Feira Brasileira de Jovens Cientistas (FBJC) e conquistaram credencial para participar da Feira de Tecnologias, Engenharias e Ciências de Mato Grosso do Sul 2020 (FETECMS), online. Os alunos competiram com estudantes do Brasil inteiro e se destacaram pela inovação tecnológica tanto no campo do ensino como no da indústria.

 

   A feira ocorreu no período de 26 a 28 de junho, online. Além de conceder credenciais para eventos científicos no Brasil e no exterior, também estimula o desenvolvimento de uma rede de jovens cientistas brasileiros. Pela primeira vez o evento foi realizado totalmente online, em virtude da pandemia, como os estudantes não estavam presentes para explicar o seu projeto foi disponibilizado um vídeo explicativo no site do evento.

   O projeto, coordenado pelo professor Israel Peixoto, tinha como objetivo a construção de um braço robótico controlado por placa Arduíno, com os resultados obtidos a equipe visualizou duas possibilidades de uso do braço: aplicação na indústria e no ensino. Lembrando que os protótipos foram construídos em aulas presenciais antes da chegada da pandemia do novo coronavírus.

   Na primeira aplicação os estudantes desenvolveram primeiramente um protótipo de braço robótico, em pequena escala, para uso industrial, com utilização de impressora 3D e controle à distância. Neste caso, o mecanismo demonstrou ter mais de uma aplicação, tornando-se viável para novos projetos que envolvam a de manipulação de materiais perigosos e da engenharia biomecânica.

   Na área do ensino, foram construídos dois modelos didáticos de baixo custo, cujo desenho é totalmente original, projetado, construído e aplicado pelos alunos-pesquisadores. Tratam-se de modelos que exigiram a aprendizagem interdisciplinar de vários conteúdos, melhorando a assimilação de conteúdos relacionados à robótica, eletrônica e automação por meio do desenvolvimento de estrutura mecânica com acionamentos elétricos através da computação. Assim, diferentes disciplinas se integraram, destacando-se Física, Matemática e Língua Inglesa, além de tópicos de disciplinas técnicas, tais como, Máquinas e Acionamentos Elétricos, Instrumentação Industrial e CLP, Empreendedorismo.

   O aluno Marcus Russi falou sobre a sua experiência no projeto. “Eu achei extremamente enriquecedor ter participado do processo de elaboração do projeto, pois foi possível ter o conhecimento prático do que é trabalhado em sala de aula e entender um pouco mais sobre a área de robótica, na qual pretendo seguir. Também consegui aprender um pouco sobre programação, mecânica e a trabalhar com diferentes componentes eletrônicos, tudo isso com ajuda do professor Israel e minha parceira Sofia”, frisou o estudante.

   A aluna Sofia Araújo destacou a importância do trabalho para o aprendizado no curso e o que aprendeu em todo esse processo de construção. “Como esse projeto surgiu de anseios que tínhamos pra melhorar nossa aprendizagem e ajudar outros alunos também, posso dizer com toda certeza que vem sendo uma experiência muito enriquecedora tanto pessoal quanto acadêmica. Eu aprendi a ter perseverança, porque o conhecimento nem sempre trilha um caminho linear, é necessário muito trabalho duro. Aprendi também a lidar com as frustrações que não são poucas e utilizá-las para algo bom, ou como diria meu orientador, que os erros ensinam tanto quanto os acertos, assim como a valorizar cada vez mais o trabalho em equipe, porque a ciência não se faz só”, enfatizou Sofia.

   O professor Israel Peixoto falou sobre a sua satisfação em acompanhar os estudantes em projetos de pesquisa e inovação. “Trabalhar a pesquisa com alunos do Ensino médio é algo que me proporciona muita satisfação. Acompanhar o desenvolvimento do discente na metodologia da pesquisa científica e observar os seus avanços é indescritível. Especificamente, tratando-se dos alunos Marcus e Sofia, pude ver o desenvolvimento de ambos, tanto nos aspectos científicos como comportamental”.

   O docente também destacou que na “pesquisa científica a principal certeza que temos é que algo vai dar errado e é nesse contexto que o aluno aprende a perseverar, sempre perguntando ‘por que?’e ‘como?’. Como ao alunos do Ensino Médio ainda estão em estágio de amadurecimento, entender que o insucesso é apenas mais um degrau na escada para o sucesso, e que dedicação, insistência e foco são as premissas básicas para chegar ao topo, trabalhar projetos com eles é uma ferramenta de extrema eficiência para este amadurecimento”.

   Apesar da pandemia e de cumprirem o isolamento social os professores do IFPA Campus Marabá Industrial não pararam a pesquisa, os docentes Israel Peixoto e Daniel Oliveira estão trabalhando em suas casas em dois protótipos que auxiliarão no enfretamento à pandemia. O primeiro consiste no “Diagnóstico do Coronavírus através do efeito capacitivo”, desenvolvido por Israel Peixoto. O segundo consiste “Equipamento esterilizador portátil de ambientes”, pensado por Daniel Oliveira. Espera-se que os dois protótipos fiquem prontos e funcionem perfeitamente bem para que sejam produzidos em larga escala possam ajudar a população.

Ascom Campus Marabá Industrial

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